Fatos Histórios do dia 9 de fevereiro -Celebrações Reflexivas



Giovanni Passannante
Em 9 de fevereiro de 1849 - Nasceu Giovanni Passannante o cozinheiro que protagonizou o atentado contra o rei Umberto I de Savoia. Passannante era um cidadão italiano com orientação política anarquista.
Dostoievski
Em 9 de fevereiro de 1881 - Faleceu o escritor russo  Fiodor Dostoievski, autor de "Crime e Castigo".

Em 9 de fevereiro de 1890 - nasce Maria Carolina Nabuco Araujo, escritora brasileira, filha do escritor e político abolicionista Joaquim Nabuco.

Apolônio de Carvalho


Em 9 de fevereiro de 1912 - Nasceu Apolônio de Carvalho, intelectual e militante comunista, do PCB.
Janet Suzman


Em 9 de fevereiro de 1939 - Nasceu a atriz sul-africana  Janet Suzman. No video acima trabalhando no filme Othelo.
Carole King


Em 9 de fevereiro de 1942 - Nasceu a cantora e compositora norte americana Carole King
Alice Melsenior Walker


Em 9 de fevereiro de 1944 - Nasceu Alice Melsenior Walker, natural de Condado de Putnam - Georgia. Uma escritora norte americana, ativista feminista - Prêmio Pulitzer pelo romance Cor Purpura.
Ary Barroso



Em 9 de fevereiro de 1964 - Faleceu Ary Barroso -radialista e compositor brasileiro
Em 9 de fevereiro de 1967 - É sancionada a Lei de Imprensa, impondo a Censura prévia com agentes em todas as redações e emissoras de rádio e televisão.

Em 9 de fevereiro de 1983 - nasce a cantora brasileira Tânia Mara
Em 9 de fevereiro de 1983 - Falece Otávio Henrique de Olivera o cantor e compositor Blecaute, especialista em marchas carnavalescas.


Nelson Mandela


Em 9 de fevereiro de 1994 - Nelson Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul


Em 9 de fevereiro de 2004 - Lançamento do album "Feels Likes Home da cantora Norah Jones.
O que me motivou a ser um ativista foi ter realizado um documentário chamado – Peces de Ciudad (Peixes da Cidade) – sobre jovens migrantes que partem das montanhas do Peru para a capital, Lima, a fim de viver na periferia da cidade em moradias precárias.

Vivi com esses jovens por quase um ano e me surpreendi ao descobrir que o aspecto mais difícil de suas vidas não era a pobreza extrema, mas a discriminação que sofriam por causa de suas raízes andinas, da cor de sua pele e de seu baixo nível educacional.

Além das margens

Depois disso, trabalhei em projetos que promoviam a igualdade de direitos para grupos vulneráveis, como filmes voltados a prevenir a disseminação do HIV/AIDS.

Lidar com a discriminação e a diversidade sexual me levou a produzir um documentário sobre um dos grupos mais excluídos de toda a América Latina: o dos transgêneros. O filme Translatina, retrata diversas comunidades transgênero de todo o Continente, oferecendo-lhes a oportunidade de se mobilizarem para defender seus direitos.

De modo paralelo, tenho realizado documentários sobre a guerra civil que aconteceu no Peru entre 1980 e 2000.

Encarando o desafio

Ser um ativista faz com que eu me sinta útil: sei que o que faço dá resultados. Isso me deixou mais forte e mais confiante para apresentar minhas idéias, além de me proporcionar uma paz espiritual. Sinto-me mais à vontade comigo mesmo.

Além disso, quanto mais você faz pelos outros, mais você ganha ânimo e motivação para seguir fazendo. O ativismo é revitalizante.

Mas o maior desafio é a realidade do próprio Peru. Ser um ativista significa desafiar tradições arraigadas fomentadas pela Igreja ou pelo Estado. O Peru é um país com enormes desigualdades de renda, onde os direitos das pessoas se diluíram. Isso cria um clima de confronto e discriminação entre a população.

A força de prosseguir

Entretanto, perceber essas injustiças e desigualdades me dá energia para prosseguir mesmo nos momentos mais difíceis. Ser membro da Anistia Internacional é algo que me dá apoio, sensação de pertencimento e que me deixa orgulhoso de ser um ativista. Sei que tenho um lugar onde me sinto em casa, sei que não estou só. Isso cria um contexto no qual me insiro. Também fico orgulhoso com o prestígio que tem a Anistia, e porque conheço bem o que essa organização conquistou nos últimos 50 anos.

« Hafez Ibrahim, Iêmen
Em 9 de fevereiro de 2012 - Luis Felipe Dregregori - PERU, realiza documentário sobre algumas pessoas discriminadas no Peru ele nos conta o que significa para ele o ativismo.
Em 9 de fevereiro de 2017 - O papa Francisco na sua homilia matinal celebrada na Capela Santa Marta disse que a Mulher é a harmonia do mundo.


PAPA FRANCISCO
MEDITAÇÕES MATUTINAS NA SANTA MISSA CELEBRADA
NA CAPELA DA CASA SANTA MARTA
A mulher é a harmonia do mundo
Quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Publicado no L'Osservatore Romano, ed. em português, n. 07 de 16 de fevereiro de 2017
«Para entender uma mulher antes é necessário sonhá-la»: eis por que a mulher é «o grande dom de Deus», capaz de «trazer harmonia à criação». A ponto que, confidenciou o Papa Francisco com um toque de ternura poética, «gosto de pensar que Deus criou a mulher para que todos nós tivéssemos uma mãe». Foi um verdadeiro hino às mulheres o que o Pontífice propôs na missa. É a mulher, reconheceu Francisco, «que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bela». E se «explorar as pessoas é um crime de lesa humanidade, explorar uma mulher é mais do que um delito e de um crime: significa destruir a harmonia que Deus quis dar ao mundo, é voltar para trás».
Para a sua meditação, Francisco inspirou-se nas leituras hodiernas, tiradas do livro de Génesis (2, 18-25) e do Evangelho de Marcos (7, 24-30). A liturgia «continua a narração da criação do mundo» disse imediatamente o Papa, realçando inclusive que «com a criação do homem parece que tudo terminou», a ponto que «Deus repousa». Contudo, «falta algo: o homem estava sozinho» e daquela «solidão o próprio Deus se deu conta: “Não é conveniente que o homem esteja só; vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele» lê-se no livro de Génesis.
Então, «o Senhor artesanalmente — mas esta é uma forma literária para o explicar — «formou da terra todos os animais dos campos e todas as aves dos céus, conduziu-os até junto do homem, a fim de verificar como ele os chamaria”» afirmou o Papa relendo o trecho evangélico. E «Deus disse» ao homem: «esta será a tua companhia, dá-lhe um nome». Para Deus, prosseguiu Francisco, «esta é uma ordem do demónio». Na prática diz ao homem: «Tu serás o dono destes, aquele que põe o nome, aquele que manda». Mas «para o homem não encontrou uma auxiliar adequada» lê-se no livro de Génesis. Assim «o homem estava sozinho, com todos estes animais: “Mas, ouve lá, porque não arranjas um cão, fiel, que te acompanhe na vida, e também dois gatos para os acariciar: o cão fiel é bom, os gatos são engraçados, para alguns, para outros não, para os ratos não!”». Todavia, o homem «não encontrava nestes animais uma companhia» e, em síntese, «estava sozinho».
Francisco prosseguiu repropondo ponto por ponto o trecho do Génesis: «Então o Senhor — continua a narração — “adormeceu profundamente o homem”: fez com que dormisse. Um homem sozinho, a solidão, agora o homem está adormecido, o sonho do homem: adormeceu». E «artesanalmente — está escrito à letra — enquanto ele dormia, tirou-lhe uma das costelas e fez uma mulher, e levou-a para junto do homem». O homem, quando a viu, disse: «“Eis agora aqui, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher — atribuiu-lhe um nome — porque foi tirada do homem”». Em síntese, afirmou Francisco, para o homem «é algo diferente de tudo o que ele tinha, era o que lhe faltava para não estar sozinho: a mulher, descobriu-a, viu-a». Mas «antes de a ver, sonhou com ela». Com efeito, disse o Papa, «para entender uma mulher antes é necessário sonhá-la; não é possível compreendê-la como todos os outros seres vivos: é algo diferente, é algo diverso». Precisamente «assim Deus a fez: para ser sonhada, antes».
Muitas vezes quando falamos das mulheres, falamos de maneira funcional: a mulher serve para fazer isto, para fazer, não! Primeiro, é para outra coisa: a mulher traz algo sem o qual o mundo não seria assim». A mulher «é algo diferente, é algo que traz uma riqueza que o homem, toda a criação e todos os animais não têm». Também «Adão, antes de a ver, sonhou com ela: há algo de poesia, nesta narração». E «depois o terceiro trecho, quando Adão diz “Eis agora aqui o osso de meus ossos e a carne de minha carne”: o destino de ambos». Com efeito, lê-se no Génesis: «Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne». Sim, «uma só carne».
«Adão não podia ser uma só carne com as aves, com o cão, com o gato, com todos os animais, com toda a criação: não, não! Só com a mulher, e isto é o destino, isto é o futuro, isto era o que faltava». E «a mulher vem assim coroar a criação, mais ainda: traz harmonia à criação». Por conseguinte, «quando não há a mulher, falta a harmonia». Também «nós dizemos, falando: esta é uma sociedade com uma forte atitude masculina. Falta a mulher». E talvez afirmemos inclusive que «a mulher serve para lavar os pratos, para fazer...». Ao contrário, «não: a mulher serve para trazer harmonia; sem a mulher não há harmonia». O homem e a mulher «não são iguais, um não é superior ao outro, não. É simplesmente que o homem não traz harmonia: é ela que traz aquela harmonia que nos ensina a acariciar, a amar com ternura e que faz do mundo uma coisa bonita».
Portanto, «três trechos». Em primeiro lugar, «o homem sozinho, a solidão do homem sem a mulher; segundo, o sonho: nunca se pode entender uma mulher sem a sonhar antes; terceiro, o destino: uma só carne». «Aconteceu-me há alguns meses — disse Francisco — numa das audiências, ao saudar as pessoas que se encontravam atrás das barreiras, ter encontrado um casal que celebrava o sexagésimo aniversário de matrimónio: não eram muito idosos porque se tinham casado ainda jovens, deveriam ter cerca de oitenta anos, mas estavam bem, sorridentes». Ao vê-los o Papa perguntou-lhes qual dos dois teve «mais paciência» ao longo dos sessenta anos de casamento. E «eles que olhavam para mim, trocaram os olhares — nunca esquecerei aqueles olhos — depois voltaram a olhar para mim e disseram-me, os dois juntos: “Estamos apaixonados”». Eis, acrescentou Francisco, «depois de sessenta anos, isto significa uma só carne e é isto que traz a mulher: a capacidade de se apaixonar. A harmonia ao mundo».
«Muitas vezes — reconheceu o Papa — ouvimos dizer: “É necessário que nesta sociedade, nesta instituição, haja uma mulher para que faça isto, faça estas coisas”». Mas «a funcionalidade não é a finalidade da mulher: é verdade que a mulher deve fazer coisas e faz — como todos nós fazemos — coisas». Porém, «a finalidade da mulher é criar harmonia e sem a mulher não há harmonia no mundo». Sim, insistiu o Pontífice, «explorar as pessoas é um crime de lesa humanidade, é verdade, mas explorar uma mulher é mais do que isso: significa destruir a harmonia que Deus quis proporcionar ao mundo». Significa realmente «destruir, não é apenas um delito, um crime: é uma destruição, significa voltar para trás, destruir a harmonia”».
«É este o grande dom de Deus: deu-nos a mulher» afirmou o Pontífice. E no trecho do Evangelho de Marcos, proposto hoje na liturgia, «ouvimos do que é capaz uma mulher» realçou Francisco, referindo-se à mulher cuja filha estava possuída por um espírito impuro. Uma mulher «corajosa» que «foi em frente sem recear, mas é mais do que isso, é mais: a mulher é harmonia, é poesia, é beleza». A ponto que «sem ela o mundo não seria tão bonito, não seria harmónico».
 

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